Corrida Vertical 2014

http://corridavertical.com.br

 

Geral: 319ª corrida 2014: 31ª corrida

Data: 18/10/2014 – 8h46min (sábado)

Local: Novo Edifício Abril – São Paulo/SP

Distância: 21 andares, 504 degraus (3ª)stairs

Tempo: 4:58

Temperatura: sol entre nuvens, 28ºC solnuvens.gif

Valor da Inscrição: grátis

Número de peito: 486

Tênis: Adidas Supernova Glide Boost azul/preto (13)

 

Colocações:

Geral amador: 132º (de 249) 53,01%

Masculino: 114º (de 154) 74,03%

Categoria 41-50 anos: 30º (de 35) 85,71%

 

Resultado na Web:

http://www.cronoserv.com.br/resultados_info.asp?calendario_chv=1331

 

Medalha: ok

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Camiseta: maisoumenos.gif

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Foto:

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Álbum de Fotos

 

Relato:

Ser bem tratado, para não dizer mimado, é um luxo. Ninguém vai para uma corrida (espero, pelo menos) para se alimentar ou ganhar brindes. Mas vá, não negue o óbvio... Claro que é bacana quando isso acontece, e a prova se parece mais com um camarote open bar. Muito embora — quem me conhece, sabe — eu vá do mesmo jeito, mesmo que só tenha água e banana... Ou nem isso! Eu sou simprão de tudo.

 

Estive, por exemplo, com meu filho numa prova infantil em 2011, naquele shopping de SP que a gente tem vergonha até de passar em frente e se sentir ainda mais pobre do que já é... E fomos tratados a pão-de-ló: até sorvete de massa e rodízio de pizza, entre outros frufrus, teve. Mas a inscrição custava uma pequenina fortuna para a época, se bem que eu a ganhei em uma promoção na internet (saudade delas!)... E seja menos que a atual taxa cobrada pela prova famosona do dia 31/12.

 

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Agora, se esse luxo todo vem acompanhado de uma corrida por si só desafiadora e de proposta diferente, mais que interessante. Com um bom padrão de organização, independente de todo o resto... E, ainda por cima, é gratuita, aí, brother, fica imperdível de vez. Já havia estado outras duas vezes nela, desde a sua primeira edição brasileira, em 2010, noutro prédio ainda mais alto (31 andares). Voltara em 2012, já nesse mesmo cenário, o edifício que sedia uma das mais conhecidas editoras brasileiras. E, depois de ficar fora em 2013, não perdi tempo quando soube que seria realizada mais uma edição. As inscrições, em número bastante reduzido, acabariam muito rapidamente. Eu trataria de garantir a minha antes que isso acontecesse.

 

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Seriam várias as mudanças em relação às minhas participações anteriores. A começar por uma bem óbvia: não haveria mais o processo seletivo. Nas duas primeiras provas, não bastava querer participar: era necessário enviar uma espécie de ”corriculum vitae” (o currículo do corredor) e esperar vê-lo aprovado pela organização do evento. Já com alguma experiência pregressa, inclusive algumas maratonas disputadas, fui aprovado em ambas as peneiras. Mas vi gente boa, que corre até muito mais do que eu, ser barrada naquela primeira vez. Dessa, não tinha minha mãe mandou bater nesse daqui... Todo mundo que conseguiu vaga online, estava dentro.

 

Outra flexibilização significativa seria quanto à liberação para correr. Nas minhas duas primeiras verticais, precisara agilizar um atestado médico — pior, com pouquíssimos dias para tanto... Conseguira, mas ufa, que sufoco! Dessa, também com prazo exíguo entre a abertura das inscrições e a realização da prova, trocariam pela assinatura de um termo de responsabilidade padrão, isentando a organização do evento no indesejável caso de cataplofts. Cada um que evite o seu, cuidando-se bem, tendo bom senso e respeitando limites individuais, mantendo os exames médicos em dia e fazendo da corrida mais um, e não o único aspecto de uma vida saudável.

 

E se nas outras vezes, fora sozinho ou quase isso (Odila me acompanhou em 2012), dessa haveria uma pequena, mas animadíssima delegação joseense participando da missão de escalada. Às 5h30 da madrugada, já acordávamos a vizinhança do Tonicão, que eu inscrevera à revelia (por conhecê-lo bem e saber que ele daria conta do recado). Além de nós, o piloto Julius, o ligeiríssimo Natanael e o compadre Luis Carlos também na comitiva.

 

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A viagem, felizmente, foi curta e rápida, como só acontece aos finais de semana pela manhã. Chegando lá, se combinássemos não daria tão certo, já nos encontramos, na procura de vaga para estacionar (o do prédio não estava liberado), com o Mourão (que no dia seguinte tinha nada menos que a Maratona de SP para fazer) e a impagável e inseparável dupla O Corredor Corredor e Sydnea. E bora atualizar o álbum de fotos, enquadrando como pano de fundo o gigantão que estava para ser enfrentado e vencido.

 

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Com tantos e tão bons amigos para rever e saudar (prazer em encontrar todos vocês!), quase me esqueci de que havia um kit a ser retirado. A fila estava até grande, mas fluiu (mais ou menos) rapidamente, ajudada por aqueles participantes mais espertos que já haviam trazido de casa, preenchido e assinado, o tal termo de responsabilidade. Ao contrário da última edição que fiz, o número de peito foi do tipo convencional, preso à camiseta com alfinetes ao invés de já impresso nela, obrigando ao seu uso. Ainda bem, porque acertaram na qualidade do tecido, mas erraram feio na medida. A tamanho G ficou curtíssima, do tipo que mostra o piercing no umbigo (ou só a “pochete” mesmo).

 

Mas esse seria o único inconveniente. De resto, tudo estaria mais que perfeito. No estande de um dos patrocinadores, havia o serviço de massagem, aproveitado por alguns dos colegas, que iriam para a subida das escadas todos relaxados. Além da distribuição bem generosa de isotônico, antes mesmo da largada. Com o calorão dos últimos dias, mesmo não tendo eletrólitos para repor, não recusei uma garrafinha da bebida para me refrescar. E da outra tenda, identificada com a singela placa “comidinhas”, o que dizer? Era um verdadeiro banquete. À vontade e com vários tipos dos mais deliciosos quitutes: pão multigrãos recheado com peito de peru, pão doce com queijo e goiabada, bolinhos de banana e de cenoura cobertos com chocolate, frutas, água de coco, sucos diversos, café, achocolatado... Os lanches que, precavidos, havíamos trazido de casa voltariam para ela simplesmente intactos.

 

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Massagem e mesa farta não eram os únicos mimos aos inscritos e acompanhantes. Havia também um painel fotográfico, como costuma haver em diversas corridas. Mas eles não estavam apenas fotografando, como imprimindo na mesma hora as imagens (em um equipamento de alta resolução e extrema qualidade). Nas primeiras, inclusive, montando com um magneto no verso um valioso souvenir da participação no evento. Fez, como não poderia deixar de ser, o maior sucesso entre a galera.

 

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Com tantos atrativos interessantes e o papo para colocar em dia com a rapaziada, a gente quase nem se deu conta de que estava lá para correr. Quando, poucos minutos depois do horário previsto, começaram a chamar para alinhar, muita gente pensou “precisa mesmo?”... Inclusive eu! De cinco em cinco (grupos bem menores que das outras vezes), começando pelas categorias mais jovens (não deveria ser o contrário?), foram sendo montados os pelotões, com intervalos supostamente de cinco minutos entre a largada de cada um deles. No meu número de peito, estava impresso “Bateria 7” e o horário das 8h30 às 9 horas. Às 8h45, bem no meio da faixa horária, chegou a minha vez. Ao lado dos companheiros Mourão, Luis Carlos, José Roberto Fortes e Claudio Rinaldo (esse, comigo também nas duas outras edições).

 

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Não deu nem muito tempo de pensar em nada. Foram só umas instruções bem rápidas, dizendo para não tentarmos ultrapassar ninguém na porta de acesso às escadarias... e pá! Simbora subir os vinte e um andares. Haviam anunciado no site oficial que seriam 23 andares e 552 degraus, deixando os 28 e 649 até o topo apenas para o pessoal da elite. A falta do vestibular talvez tenha sido o motivo para diminuírem um bocadinho o grau de dificuldade do desafio.

 

Mas fácil, não ficou, não... Muito pelo contrário! Ainda que, dessa vez, tivesse sido feito pelo menos um treino, nos 127 degraus, que repeti sete vezes (com pequenos intervalos para estabilização dos batimentos cardíacos), na escadaria do Altos de Santana, o fôlego encurtaria bem cedo. Mourão, o fenômeno, disparou escada acima e eu ficaria emparelhado com o Luis Carlos, subindo devagarinho, sem arriscar passos longos, de dois em dois degraus. Apenas uns sete ou oito andares seriam vencidos em algo mais ou menos parecido com uma corrida. A partir daí, seria muito mais uma caminhada com apoio total do corrimão na lateral.

 

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Foto: Corrida Vertical, Facebook

 

Mais uma vez, levaria a câmera comigo, mas não teria sequer tempo (ou reflexo) de tirar fotos escada acima. A cada andar, um staff dando apoio, uma porta (ou convite para a saída?) e uma placa indicando a “altitude” galgada, mas eu até evitava olhar para elas: qualquer contagem regressiva parecia fazer o tempo passar ainda mais devagar. Tonico, na simplicidade que tão bem o caracteriza (e a gente adora!), chegara a perguntar se a gente demoraria algo como uma hora para subir... Felizmente não, ou não sairia ninguém vivo dali! Mas que parecia uma eternidade, ah, isso parecia MESMO.

 

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Foto: Corrida Vertical, Facebook

 

Cheguei a ultrapassar o compadre e abrir pequena vantagem, mas, quando nos igualamos na caminhada, quem acabou abrindo frente foi ele. Alguns corredores mais rápidos, da bateria seguinte, nos ultrapassariam. A parceria, embora não combinada, seria benéfica. Não havia fôlego para palavras, a sensação de abafamento e o pouco oxigênio disponível impediam grandes incentivos mútuos. Mas seguiríamos praticamente juntos até o final, um não deixando o outro fugir muito e nem desistir.

 

Com apenas dois segundos de diferença, e também vendo o amigo Mourão na alça de mira curta, chegaríamos ao 21º e último andar da competição amadora. Com o coração batendo a mil e as pernas trêmulas, sem um pórtico e nem uma fita para romper na chegada (como havia da primeira vez, no topo do prédio, e que legal fora), mas com o orgulho danado de mais um desafio vencido. Mesmo que o desempenho, mais uma vez, não tenha sido dos melhores. Foram uns trinta segundos a menos, mas, se fosse o mesmo número de andares, provavelmente eu teria feito um tempo ligeiramente acima do que consegui em 2012. E daí? O importante é que cheguei novamente. Inteirão, com saúde e pronto para as outras que virão.

 

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A descida, como de costume, seria pelo elevador. Não seria seguro (os joelhos agradecem!) fazê-lo pelo mesmo caminho da ida. A pergunta não era a costumeira ao final das outras corridas: “e aí, foi bem?” ou “quanto tempo fez?”. Mas sim “em que andar começou a andar?”. Peculiaridades de um esporte igual, mas ao mesmo tempo totalmente diferente.

 

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Daria tempo ainda, antes de pegar outras filas, a da retirada da medalha (e do brinde complementar e inusitado, um guarda-chuva oferecido por um dos patrocinadores), de flagrar a largada dos companheiros da categoria melhor idade (brincadeira, são verdadeiros garotos!), Tonicão e Julius.

 

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Todos devidamente condecorados com a bonita medalha (gostei mais que as das outras vezes, praticamente idênticas) e recuperados (impressionante como chegamos lá em cima esgotados, mas cinco minutos depois, já temos vontade de correr de novo!), fomos complementar o já caprichado lanche, tirar mais fotos com os amigos e festejar a nossa participação em uma belíssima corrida, uma verdadeira celebração do esporte. Nenhum de nós levou um troféu para casa (Nata bateu na trave, ficou em quarto na categoria dele, por apenas quatro segundos!). P.S.: o "vencedor" na categoria 51 anos ou mais, na verdade, era um corredor bem mais jovem; a fraude foi detectada, o infrator punido; e o Julius foi devidamente conduzido ao terceiro lugar de sua faixa etária. Mas terminamos todos felizes à beça com o que fomos capazes de fazer. E com muita vontade de voltar nas próximas.

 

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No caminho de volta, uma passagenzinha bem rápida pelo Ginásio do Ibirapuera, para a retirada dos kits da Maratona de SP. Encontrando mais alguns amigos e desejando a eles boa prova no domingo.

 

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De nossa parte, no domingo, o desafio seria caseiro, bem menor e mais tranquilo: os 5 km do Circuito RMC de Corrida e Caminhada, no Parque da Cidade joseense. Mas isso eu conto mais tarde.

 

Percurso/Altimetria:

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Gostei: ok

do desafio em si e de voltar para ele pela terceira vez, do clima de festa e de fartura

 

Não gostei: nok

de não poder chegar até o topo (e o pórtico) e da diminuição no número de andares e degraus, da camiseta curta demais

 

Avaliação: (1-péssimo 2-ruim 3-regular 4-bom 5-excelente)
- Inscrição: 5 (gratuita, pela internet, sem processo de seleção dessa vez)
- Retirada do kit pré-prova: 4,5 (fila meio grande, se todo mundo tivesse levado o termo de responsabilidade, seria mais rápida)
- Largada: 4,5 (atrasou um pouco, mas foi melhor organizada que das outras vezes)
- Hidratação: 5 (distribuída antes, no topo e na descida)
- Percurso: 4,5 (só não gostei do encurtamento dele)
- Sinalização: 4,5 (faltaram as placas especiais com mensagens de incentivo da primeira edição)
- Segurança/Isolamento do percurso: - (não é o caso)
- Participação do público: - (idem)
- Chegada/Dispersão: 4 (senti falta novamente do pórtico e da faixa de chegada)
- Entrega do kit pós-prova: 5 (com fila também, mas sem maiores problemas)
- Qualidade do kit pós-prova: 5 (incomparável com qualquer coisa que já vi antes)
- Camiseta: 3 (tecido ótimo, mas curta toda vida...)
- Medalha: 5 (bonita, original e com data)
- Divulgação dos resultados: 5 (no mesmo dia, geral e por categorias, com tempo líquido)

Média: 4,62

Viagem:
97 km, 6 pedágios (Jacareí, Parateí, Arujá, ida e volta)
BR-116 (Dutra)


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